A IMAGO também está se engajando na pró-doação de sangue para o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, mais conhecido como HemoRio.
A doação de sangue é um ato voluntário e altruísta que salva vidas.
É seguro, não vicia, não engorda, nem emagrece.
Quem doa uma vez não é obrigado a doar sempre.
No entanto, a pessoa que deseja doar sangue deve receber algumas orientações antes de decidir pela sua doação.
A doação não é um meio para se testar para AIDS ou outro agente infeccioso, pois há um período entre a infecção e a sua identificação pelos exames laboratoriais, chamado de Janela Imunológica, que pode variar de semanas a meses dependendo do tipo de agente infeccioso.
Durante o período de janela imunológica os testes laboratoriais revelam-se negativos e o agente infeccioso pode ser transmitido através da transfusão de sangue.
Há três principais tipos de doação: Total, por Aférese e doação Autóloga.
A total é a doação habitual, onde até 450 mililitros de sangue são coletados em uma bolsa produzida com materiais e soluções que permitem a preservação do sangue.
Homens podem doar de dois em dois meses, até quatro vezes ao ano e as mulheres, de três em três, até três vezes ao ano.
Na doação total, o doador, portando um documento oficial com foto, é cadastrado e recebe um questionário para ser respondido.
Esse questionário tem o objetivo de avaliar se há alguma situação ou doença que impeça a doação de sangue, portanto as respostas devem ser sinceras e qualquer dúvida deve ser esclarecida na próxima etapa — a triagem clínica, quando o doador é entrevistado e examinado por um profissional de saúde, em local que garanta a privacidade e o sigilo das informações.
Esse profissional verifica as respostas do questionário e avalia pessoas com alto risco de transmitir doenças pelo sangue.
O doador deve ser consciente de que as suas respostas são muito importantes para garantir a sua integridade física, bem como a de quem vai receber o seu sangue.
A segurança do paciente que recebe transfusão começa com o doador. A coleta, propriamente dita dura no máximo 10 minutos.
Todo o material utilizado é estéril e descartável. Após a doação, o doador recebe um lanche e informações sobre os cuidados básicos que devem ser tomados após a coleta do sangue.
Apesar de ser fácil assim, há critérios que permitem ou impedem a doação de sangue, determinados por Normas Técnicas do Ministério da Saúde, visando à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue: para se doar, é preciso:
Estar portando documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho certificado de reservista ou carteira do conselho profissional);
Estar bem de saúde;
Ter entre 18 e 60 anos;
Pesar no mínimo 50 quilos;
Não estar em jejum. Evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação;
Não estar incluído em grupos com ocorrência freqüente de situações de risco para contaminação pelo HIV, como: permanência em prisões, usuários de drogas injetáveis, profissionais do sexo; homo e/ou bissexuais masculinos.
Outras situações, entretanto, são menos radicais, mas também impedem, só que temporariamente, a doação de sangue:
Febre acima de 37°C;
Gripe ou resfriado;
Gravidez;
Puerpério: impedimento de 90 dias após o parto normal e de 180 dias após a cesariana;
Uso de alguns medicamentos;
Anemia;
Cirurgias e prazos de impedimento, a saber: extração dentária (72 horas); apendicite, hérnia, retirada das amígdalas, e operação de varizes (três meses); colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia (seis meses);
Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação;
Tatuagem: um ano sem doar;
Vacinação: de acordo com o tipo de vacina;
Transfusão de sangue: impedimento por 10 anos;
Ter tido parceiro sexual exposto a risco de aids: impedimento por 10 anos;
Situações que impedem definitivamente a doação de sangue
Hepatite B - soropositvo para o vírus da hepatite B (HbsAg e/ou anti-HBc)
Hepatite C - soropositivo para o anti-HCV
HIV- soropositivo para o anti-HIV
Doença de Chagas
Sífilis - soropositivo para marcadores da sífilis
HTLV - soropositivo para HTLV I/II
Alcoolismo crônico
Depois da doação, a bolsa de sangue total é centrifugada e separada em três componentes: Concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e plasma; além disso, são realizados exames para determinação do grupo sangüíneo e para detecção de doenças transmissíveis pelo sangue.
Só após a realização dos exames laboratoriais, a bolsa de sangue é liberada para transfusão - o sangue é utilizado principalmente nas grandes emergências (acidentes de trânsito, por armas, hemorragias agudas, etc), nas cirurgias e em pacientes com doenças oncológicas e hematológicas.
Instruções para doadores após a doação:
1 – Beba mais líquidos do que o normal durante as próximas horas. Não beba nenhuma bebida que contenha álcool.
2 – Faça uma refeição reforçada.
3 – Não fume por meia hora.
4 – Se houver algum sangramento no local aonde seu sangue foi tirado, levante seu braço e aplique pressão.
5 – Se você se sentir tonto ou com vontade de desmaiar, sente-se com a cabeça entre os joelhos ou deite-se com a cabeça mais baixa que o resto do corpo.
6 – Você pode retomar suas ocupações normais após meia hora, se estiver se sentindo bem. Mas evite atividades físicas desgastantes pelo resto do dia.
7 – O curativo pode ser removido após 24 horas.
8 – Se você não se sentir bem ou estiver preocupado a respeito da doação, procure o banco de sangue e converse com o médico de plantão.
O HemoRio distribui sangue para mais de 100 hospitais públicos e conveniados com o SUS do Estado do Rio.
Se, ainda assim, você estiver em dúvida se pode ou não doar sangue, ligue para o Disque Sangue - 0800 28 207 08 ou (21) 2240-2494 ou (21) 2242-6080 ramais 2250 e 2142 ou pelo endereço eletrônico:
naqcom@hemorio.rj.gov.br Meios de transporte:
Metrô: Estação Central
Linhas de Ônibus que passam pela Praça de Republica (descer em frente ao Hospital Souza Aguiar) e AV Presidente Vargas (descer em frente a Central do Brasil)